quinta-feira, 14 de junho de 2012

Erros Mais Comuns e Por quê?


Quais são os erros mais comuns que estudantes de inglês cometem ?

Quais os erros que estudantes de Inglês precisam corrigir a fim de aprender Inglês muito mais rápido?

Aqui estão os 5 principais erros:

1. Focar a Gramática

Este é o maior, mais comum, e o pior erro. Pesquisas mostram que estudar gramática, na verdade destrói a habilidade de falar inglês de forma natural. Por quê? Porque a gramática inglesa é demasiado complexa para se memorizar e usar logicamente .... e uma verdadeira conversa acontece de forma rápida. Você não tem tempo suficiente para pensar, lembrar-se de centenas ou milhares de regras gramaticais, escolher a forma mais correta e usá-la. Seu cérebro não pode fazê-lo. Você tem que aprender gramática intuitivamente e inconscientemente, como uma criança. Você faz isso por ouvir gramática inglesa correta e gradual e automaticamente o cérebro aprende a usar gramática corretamente.

2. Forçando Discurso

Ambos os alunos e professores  de Inglês tentam forçar um discurso perante o aluno. O resultado é que a maioria dos alunos fala Inglês muito lentamente, sem confiança e sem fluência. Forçar a fala é um grande erro. Concentre-se em ouvir e seja paciente. Fale só quando estiver pronto para falar, quando acontecer de forma fácil e naturalmente. Até então, nunca force a barra.

3. Aprender apenas através de livros os textos formais

Infelizmente, a maioria dos alunos aprende Inglês apenas formal encontrado em livros didáticos e nas escolas. O problema é, falantes não utilizam esse tipo de Inglês na maioria das situações. Quando se fala de amigos, familiares ou colegas de trabalho, falantes nativos usam Inglês casual que é cheio de expressões idiomáticas, verbos frasais e gírias. Para se comunicar com falantes nativos, você não deve confiar apenas nos livros didáticos, você tem de aprender Inglês casual.

4. Tentar ser perfeito

Alunos e professores muitas vezes focam nos erros. Preocupam-se com erros e em corrigir erros. Eles se sentem nervosos sobre erros. Eles tentam falar perfeitamente. Ninguém, porém, é perfeito. Falantes nativos cometem erros o tempo todo. Você também. Em vez de se concentrar sobre os efeitos negativos foque sua atenção na comunicação. Seu objetivo não é a palavra "perfeição", o seu objetivo é comunicar idéias, informações e sentimentos de uma forma clara e compreensível. Concentre-se em comunicação, foque em resultados positivos. Você irá automaticamente corrigir seus erros e melhorar com o tempo.

5. Baseando-se no Inglês Escolas

A maioria dos alunos de Inglês confiam totalmente nas escolas. Eles acham que o professor e a escola são responsáveis por seu sucesso. Isso nunca é verdade.

Você, o aluno, é sempre responsável. Um bom professor pode ajudar, mas, em última instância, você deve ser responsável pela sua própria aprendizagem.Você deve encontrar aulas e material que são eficazes.

Você tem que ouvir e ler todos os dias. Você deve gerenciar suas emoções e manter-se motivado.

Você deve ser positivo e otimista. Nenhum professor pode fazer com que você aprenda. Só você pode fazê-lo! Embora estes erros são muito comuns, a boa notícia é que você pode corrigi-los.
Quando você muda a maneira que você aprende Inglês Você aprende rápido. Sua fala melhora. Você se diverte ao aprender Inglês.


Boa sorte ... você pode fazê-lo!


Leia mais em: 
http://www.webartigos.com/artigos/5-erros-mais-comuns-em-ingles/18575/#ixzz1wGQBkJgq

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PROFESSOR NATIVO x NÃO-NATIVO

NATIVE vs NONNATIVE ESL TEACHER

Ricardo Schütz
20 de julho de 2010

Os termos "nativo" e "não-nativo" incluem certa dose de generalização e, como toda generalização, são imprecisos. Eles aqui serão usados como sendo nativo, aquele indivíduo que possui um bom grau de instrução em seu país de origem e um domínio limitado da língua materna do aluno (português). Não-nativo aqui é aquele que possui plena funcionalidade na língua-alvo (inglês), porém com limitações e perceptíveis desvios de pronúncia e idiomáticos, além de possuir valores culturais predominantemente brasileiros.


O professor não-nativo vai preferir uma abordagem de ensino mais dedutivo-lógica. Vai ter uma tendência a transmitir suas experiências ao longo de seu aprendizado e suas conclusões a respeito. Vai tender a ser mais técnico e analítico, mostrando os contrastes entre os idiomas e explicando o porquê dos desvios do aluno. Será basicamente um transmissor de conhecimento e se sentirá muito confortável seguindo um plano didático predeterminado para ordenar o conteúdo e reduzir as possibilidades de se defrontar com suas limitações.

Já o instrutor nativo, uma vez que ele não tem pleno domínio sobre a língua e a cultura do aprendiz, vai preferir apenas usar suas habilidades pessoais para construir um relacionamento com o aprendiz, trazendo sua maneira de falar, de pensar e de ser. Tentará se adaptar à expectativa do aprendiz, trazendo temas gramaticais, culturais, ou gerais, simplesmente explorando os laços de amizade no grupo do qual participa. Será um transmissor da língua e um agente cultural, e se sentirá bem num programa que lhe dê liberdade de improvisar. Enquanto que o não-nativo irá desempenhar um papel predominantemente de professor, o nativo atuará mais como um facilitador.

No papel de transmissor de conhecimento gramatical, o não-nativo é normalmente superior; no papel de modelo de performance, principalmente com relação a pronúncia, expressões idiomáticas e formas de expressar o pensamento, o nativo é insuperável.

Com professor não-nativo, é inevitável o uso da língua materna para traduzir e explicar vocabulário, ao passo que, com nativos, o aprendiz fica naturalmente obrigado a negociar significados para desenvolver seu vocabulário. A negociação de significados, como se sabe, é instrumental na construção do conhecimento linguístico e da habilidade comunicativa.

Frente a erros, o não-nativo terá mais facilidade em entender a linguagem com desvios do aluno e, consequentemente, dificuldade em discernir entre o que seria linguagem inteligível e ininteligível para saber quando intervir e proporcionar o devido feedback. O nativo, por sua vez, além de ter mais facilidade para perceber e corrigir desvios inteligíveis, reagirá de forma natural e autêntica cada vez que ouvir linguagem ininteligível.

Se o professor não-nativo não for um bom ator e não souber representar o papel de um nativo, cairá no hábito de trazer conclusões já mastigadas e experiências de segunda-mão, as quais terão que ser armazenadas pelo aluno, correndo o risco de serem esquecidas em pouco tempo. Já o nativo propicia situações reais de comunicação onde o aprendiz, no papel de protagonista, descobre por si próprio as diferenças e os contrastes idiomáticos e culturais nas situações que ele vivencia nesse convívio com o instrutor. O aprendiz constrói assim seu próprio conhecimento a partir de suas experiências e chega a suas próprias conclusões. É experiência em primeira mão, pedra bruta que ao ser lapidada, desenvolve a habilidade do lapidador.

Se na relação ensino-aprendizado, acreditarmos que o êxito depende mais do ensino, onde um professor desempenha o papel ativo e o aluno se submete passivamente ao "método", devemos dar preferência a um não-nativo. Entretanto, se entenderrmos que no processo ensino-aprendizado o êxito depende mais do aprendizado por parte do aprendiz, o qual desempenha um papel ativo e assume as rédeas do desenvolvimento de suas habilidades, de acordo com suas necessidades, motivado pelas circunstâncias e pelos desafios do ambiente em que se encontra, então teremos que dar preferência ao instrutor nativo.

Ou seja, se nosso conhecimento é construído a partir de informações recebidas de terceriros, o não-nativo é a pessoa ideal para nos transmitir essas informações. Entretanto, se nosso conhecimento é construído a partir de experiências vivenciadas, devemos dar preferência a vivenciá-las com nativos. No plano da hipótese learning vs. acquisition de Stephen Krashen, o não-nativo é ideal para um programa de ensino inspirado por learning (plano didático, estudo formal), enquanto que o nativo é o ideal para proporcionar um aprendizado inspirado por acquisition (assimilação natural em ambientes da língua-alvo).

Para mais textos do autor, acesse:

terça-feira, 12 de junho de 2012

Como Pensar em Inglês?


Esse vídeo foi gravado por Fabiana Lara, ela é brasileira, mas atualmente mora na Inglaterravídeo abaixo com os 7 erros mais comuns em inglês foi produzido por ela, é uma verdadeira aula.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Use of "it" and "that"

By ACM

Question

1. My boyfriend says he'll give up smoking but I don't believe it.
Can I use "that" instead of "it"?

2. I don't want to talk about that?
Can I use "I don't want to talk about it?"
Is "it" =that?

In what circumstances should we use "it" and "that" at the end of a sentence?


"It" and "that" each have their own functions. Sometimes the functions are so similar you can swap one for the other. Other times, you must use the correct word. Here are some examples and more details about the words:

"That" is a word that POINTS to something directly. For example if you told me a great idea you had and I said, "That's ridiculous!" In a way, it's like pointing a verbal finger at your idea.

Another way to imagine the use of the word "that" is to actually imagine whether or not you would point your finger at the object when talking about it. For example, at a zoo you see a monkey throw it's own poop. It makes sense to say, "I can't believe THAT!" (It's easy to imagine finger-pointing.) It would make less sense to say, "I can't believe it!" while pointing at the monkey.

Another way to tell when to use "that" is by figuring out whether or not there is a "this".
When you use "that" then there is generally a "this"... not necessarily the WORD "this" but there is something acting as a 'this.' For example, if I am shopping and trying to decide between two items, I might say, "I'm going to buy THIS." The other object was the "that".

When you use "it" you are REFERRING to something, but not necessarily "verbally pointing" at it. Does that make sense?

Now for your sentences:

In sentence #1 it is most correct to use the word "it". You can also use the word that, but the sentence should be worded differently to sound 100% correct. One way to word it would be to say, "My boyfriend says he'll give up smoking, but THAT is something I don't believe."

For sentence #2 you can use either one; they both sound fine. If you use the word "that," it simply implies a little stronger emotion than if you were to use the word "it".


I will try to think of some more examples where these words are at the ends of sentences.

1) You are getting a massage and the masseuse begins to rub your neck. You'd say, "I like that." (If you were to say, "I like it," it might sound like you are saying you "really" like the entire massage... and it may come across as slightly flirtatious or sexual.)

2) You get a birthday present and open it in front of the giver. You'd say, "I love it!"

3) Your friend says to you, "My boyfriend just cancelled our date at the last minute!" You'd say, "Oooooh I just HATE that!"

4) Your little brother pulls the cat's tail and you tell him, "Don't do that!"


I hope I'm making sense. I don't like to use formal words like 'pronouns' because it bores me, so I hope I am helping you to understand the difference.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Embromation


Como trabalhar a pronúncia em inglês

Confira como trabalhar a pronúncia em inglês sem fazer os estudantes ficarem repetindo, repetindo, repetindo...


By Bianca Bibiano

"Come' on people, repeat please! Again, repeat, again!" Esse pedido soa familiar? O coro dos alunos recitando listas de palavras ou frases soltas é uma atividade costumeira para treinar a pronúncia? Então está na hora de repensar a prática. Para que aprendam a se comunicar com f luência, inclusive com estrangeiros, mais que falar poucas palavras perfeitamente, eles têm de estabelecer diálogos compreensivos. "Se a fala está desligada de um contexto, o estudante pode até aprender a pronunciar corretamente, porém qual a serventia real da atividade?", questiona José Carlos de Almeida Filho, professor de Ensino e Aprendizagem de Línguas da Universidade de Brasília (UnB). 

Como levar, então, a moçada a soltar a língua de verdade? Para começar, você precisa saber falar bem o idioma que ensina e usá-lo durante a maior parte da aula. "Muitas vezes, é na escola que surge a primeira chance de contato real com outra língua e o professor é a referência do estudante", diz Almeida Filho. 

Reserve o portugês somente para explicar pontos para quem está em contato com o inglês há pouco tempo. No mais, dedique-se a ampliar seu vocabulário e conquistar fluência, investindo em cursos e em muito treino antes de ministrar as aulas. Outra atitude que contribui é se conscientizar de que desenvolver a oralidade da garotada é tão importante como trabalhar leitura, produção e compreensão de texto. Ao dar o devido foco a esse conteúdo, é possível atentar para quesitos que interferem diretamente na comunicação, como a entonação e a pronúncia. Para auxiliar os educadores a colocar isso tudo em prática, NOVA ESCOLA consultou vários especialistas em Língua Estrangeira e reuniu as três principais estratégias didáticas que promovem o exercício da pronúncia e sugestões de atividades para serem desenvolvidas durante uma aula com turmas de 6º ao 9º ano. Sem embromation, como costuma dizer quem acha que para falar bem em inglês basta saber o basic.

Análise das marcas da língua oral

Oportunidade para o grupo ouvir o idioma e buscar entender o que (e como) foi dito. Filmes e músicas são bons recursos para tal. Neles, a língua é usada de maneira mais próxima à realidade, o que nem sempre ocorre nos materiais didáticos: eles geralmente apresentam falas pausadas e pronúncias bem marcadas. Clarissa Buzinaro, professora na Escola Castanheiras, em Barueri, na Grande São Paulo, seleciona trechos de filmes para apresentá-los sem legendas aos alunos do 6º ano. A ideia é pedir que eles contem o que viram e reproduzam a cena, recorrendo ao modelo em caso de dúvidas. "Com isso, observo se entenderam o que se passou e como está a pronúncia de cada um.

Audição da fala

Trabalho de produção (e gravação) de um gênero oral em áudio para que os estudantes possam avaliar uns aos outros e se avaliar (leia a atividade), buscando perceber se, quando falam, o fazem de modo claro e com a entonação correta. A validade do trabalho está no distanciamento: de modo geral, quase não prestamos atenção em como falamos. A atenção está voltada a se fazer entender, responder às perguntas do outro etc. Retomando as falas depois, é possível ajustar o foco só na reflexão sobre a pronúncia e a entonação. Durante o momento da escuta do material gravado, além de orientar a revisão de pronúncia feita pelos próprios alunos, o professor também deve intervir, chamando a atenção para as questões que eles não notarem. Quando ouviu os podcasts produzidos pelos alunos do 6º ano da escola Projeto Vida, na capital paulista, a professora Fanny de Souza Costa chamou a atenção para o modo como eles estavam falando os verbos terminados em ed. "Eles marcavam muito o som do ‘d’ quando falavam loved, liked, turned", analisa. Ao retomar as gravações, a falha ficou clara para todos e foi corrigida.

Diálogo fluente

Situação de comunicação real com quem já tem domínio total da língua para que a turma perceba por que é fundamental compreender o que é dito e se fazer entender para estabelecer uma comunicação de fato. Ela é válida principalmente quando a conversa ocorre com quem não fala português ou tem um sotaque diferente. Para colocar essa estratégia em jogo, vale convidar outro professor de língua estrangeira, um turista ou alguém que tenha estudado fora do Brasil por um tempo e propor que a turma o entreviste, abordando determinado assunto (leia a atividade). Lembre-se de que orientar os estudantes a organizar a pauta de perguntas com antecedência é importante até mesmo para deixar todos mais seguros. Nessa oportunidade, outro aspecto da língua fica em evidência e deve ser trabalhado: a construção de frases em inglês não segue a mesma lógica que em português. Deixar de atentar a esse detalhe pode fazer o diálogo ir por água abaixo. Portanto, deixe claro que, mesmo elaborando as questões antes e tendo tempo para treiná-las, aperfeiçoando a pronúncia e a entonação, é essencial estudar o vocabulário que envolve o assunto e buscar bons modelos de organização de perguntas e respostas. Pensando nisso tudo, a educadora Fátima Comini, da EE Nilo Povoas, em Cuiabá, convidou um colega recém-chegado de um intercâmbio no Canadá para visitar a turma do 8º ano. "Durante o bate-papo, os estudantes perceberam que a conversa com pessoas f luentes pede um ritmo mais veloz e, que para isso, prestar atenção no contexto e falar com clareza é um requisito fundamental, o que implica muito empenho e estudo."





terça-feira, 5 de junho de 2012

Language Acquisition Part II

LANGUAGE ACQUISITION  -  LANGUAGE LEARNING
ASSIMILAÇÃO NATURAL - ESTUDO FORMAL 
Part II

By Ricardo Schütz   





INTROVERSÃO x EXTROVERSÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS
O efeito do conhecimento gramatical sobre a capacidade comunicativa do aprendiz dependerá muito da característica de personalidade de cada um.

Pessoas que tendem à introversão, à falta de autoconfiança ou ao perfeccionismo, pouco se beneficiarão de um conhecimento da estrutura da língua e de suas irregularidades. O efeito pode até ser adverso, no caso de uma língua com alto grau de irregularidade como o inglês. Com pouco ou nenhum contato com a língua falada e depois de anos de inglês inspirado em learning no ensino médio e em alguns cursos livres, onde desvios naturais de linguagem são classificados como "erros" e prontamente corrigidos e reprimidos, o aluno adquire consciência da alta probabilidade de se cometer erros com a língua. Para aqueles que por sua natureza são inseguros, isto representa um bloqueio que compromete a espontaneidade.

Por sua vez, pessoas que tendem à extroversão, a falar muito, de forma espontânea e improvisada, também pouco se beneficiarão de learning, uma vez que a função de monitoramento é quase inoperante, está submetida a uma personalidade intempestiva que se manifesta sem maior cautela. Os únicos que se beneficiam de learning, são as pessoas cujas características de personalidade se situam num ponto intermediário entre a introversão e a extroversão, e que conseguem aplicar a função de monitoramento de forma moderada e eficaz. Mesmo assim, este monitoramento só funcionará se ocorrerem 3 condições simultaneamente:
  • Preocupação com a forma: que a pessoa concentre atenção não apenas no ato da comunicação, no conteúdo da mensagem, mas também e principalmente na forma.
  • Existência e conhecimento da regra: que haja uma regra que se aplique ao caso, e que a pessoa tenha conhecimento desta regra e possíveis exceções.
  • Tempo suficiente: que a pessoa disponha de tempo suficiente para avaliar as alternativas com base nas regras incidentes.
O gráfico abaixo ilustra a relação entre as características de personalidade e o efeito de learning.

O GRAU DE SINALIZAÇÃO FONÉTICA DA LÍNGUA E A INEFICÁCIA DE LEARNING
É também fácil de se avaliar o grau de sinalização fonética das línguas e entender a importância que esse aspecto tem. Se analisarmos e compararmos o espanhol e o português com o inglês, observaremos uma grande diferença, sendo o inglês extremamente mais econômico e compacto do que as línguas latinas. Isto significa uma dificuldade superior de se alcançar proficiência oral na língua-alvo partindo do português ou do espanhol para o inglês, do que no sentido contrário. Significa também que mais tempo deve ser dedicado à prática oral e menos tempo desperdiçado com traduções de textos, regras gramaticais e memorização de vocabulário.



A IDADE DO APRENDIZ E A EFICÁCIA DE ACQUISITION x LEARNING
A maioria dos estudos existentes, bem como as experiências de quem observa e acompanha o aprendizado de línguas estrangeiras, evidenciam que quanto menor a idade, mais fácil, mais rápido e mais completo será o aprendizado. Assim como a idade é um fator determinante no aprendizado de uma forma geral, ela também é um fator determinante no grau de eficácia de acquisition e learning. Desconsiderando fatores pessoais como personalidade, motivação, acuidade auditiva, e tomando como amostra o aprendiz normal, poderíamos afirmar que quanto menor a idade, maior a eficácia de acquisition. Learning, por sua vez, parece se mostrar apenas parcialmente eficaz na faixa etária de maturidade intelectual, como procuramos demonstrar no gráfico abaixo.





INSTRUTOR NATIVO x NÃO-NATIVO
Professores nativos e não-nativos possuem diferentes talentos. Programas inspirados em acquisition e learning exigem diferentes talentos.


O ensino de línguas no Brasil ainda é predominantemente baseado em language learning, trabalhando com textos ou seguindo planos didáticos sequenciais de exercícios orais de repetição e lições de casa sobre pontos gramaticais. Para este tipo de ensino, cujo objetivo primeiro é transmitir conhecimento sobre o idioma, professores não-nativos com sua experiência de "já terem percorrido o mesmo caminho", em geral, levam vantagem sobre os nativos.


Já em programas inspirados em language acquisition, não há propriamente um professor, há, isto sim, interação humana entre pessoas, na qual um funciona como agente facilitador e através da qual o outro (aprendiz) escolhe seu próprio caminho construindo sua habilidade na direção de seus interesses pessoais ou profissionais. Ao invés de um plano didático, programas de language acquisition oferecem experiências de convívio. Aqui, a presença de representantes autênticos da língua e da cultura que se busca assimilar é fundamental. Instrutores nativos, portanto, levam larga vantagem numa abordagem comunicativa, inspirada pelo conceito de language acquisition.



NÚMERO DE ALUNOS POR GRUPO
Na implementação de programas para o ensino de inglês inspirados em language acquisition o tamanho dos grupos é de importância crucial. Isto porque language acquisition pressupõe a predominância da língua e da cultura do instrutor no ambiente da sala de aula. Quanto maior o número de aprendizes no grupo, tanto maior a dificuldade do instrutor para impor sua língua nas atividades e menos pessoal o contato deste com cada aluno.



CONCLUSÃO
Krashen finalmente conclui que language acquisition é mais eficaz do que language learning para se alcançar habilidade funcional na língua estrangeira, não apenas na infância.


Language learning fica limitado a um papel complementar, na forma de materiais de apoio, aulas de apoio, etc., e será útil apenas para alunos adultos que possuem um estilo de aprendizado analítico, baseado em regras e racionalidade, e que conseguem monitorar sua produção oral de forma moderada e eficaz. Language learning tende a ser mais eficaz também com línguas que possuem um nível maior de regularidade, bem como em programas onde o tamanho dos grupos não pode ser reduzido.


Conclui-se também que o ensino de línguas eficiente não é aquele atrelado a um pacote didático predeterminado, gramaticalmente sequenciado, baseado em tradução ou em exercícios orais repetitivos e mecânicos, nem aquele que utiliza recursos tecnológicos. O ensino de línguas eficiente é aquele que é personalizado, em ambiente bicultural, e que explora as habilidades pessoais do facilitador em construir relacionamentos, criando situações de comunicação real voltadas às áreas de interesse do aluno, com uma linguagem ao alcance do seu entendimento.


Source: http://www.sk.com.br/sk-laxll.html





segunda-feira, 4 de junho de 2012

Language Acquisition x Language Learning


LANGUAGE ACQUISITION  -  LANGUAGE LEARNING
ASSIMILAÇÃO NATURAL - ESTUDO FORMAL 

By Ricardo Schütz   






A expressão "aprendizado de línguas" abrange dois conceitos claramente distintos, porém raramente compreendidos. Um deles é o de receber informações a respeito da língua, transformá-las em conhecimento através de esforço intelectual e acumular este conhecimento pelo exercício da memória. O outro refere-se ao desenvolvimento da habilidade funcional de interagir com estrangeiros, entendendo e falando sua língua. O primeiro conceito é denominado em inglês de language learning, enquanto que para o segundo, usa-se o termo language acquisition, sendo que um não é decorrência natural do outro como demonstramos a seguir.
A distinção entre acquisition learning é uma das hipóteses (a mais importante) estabelecidas pelo norte-americano Stephen Krashen em sua respeitada teoria sobre aprendizado de línguas estrangeiras.

LANGUAGE ACQUISITION (ASSIMILAÇÃO)
Language acquisition refere-se ao processo de assimilação natural, intuitivo, subconsciente, fruto de interação em situações reais de convívio humano em ambientes da língua e da cultura estrangeira, em que o aprendiz participa como sujeito ativo. É semelhante ao processo de assimilação da língua materna pelas crianças; processo este que produz habilidade prático-funcional sobre a língua falada e não conhecimento teórico; desenvolve familiaridade com a característica fonética da língua, sua estruturação e seu vocabulário; é responsável pelo entendimento oral, pela capacidade de comunicação criativa, e pela identificação de valores culturais.

Em metodologias inspiradas em acquisition, ensino e aprendizado são vistos como atividades que ocorrem num plano pessoal-psicológico. Uma abordagem inspirada em acquisition valoriza o ato comunicativo e desenvolve a autoconfiança do aprendiz.

Exemplo clássico de language acquisition são os adolescentes e jovens adultos que residem no exterior durante um ano através de programas de intercâmbio cultural, atingindo um grau de fluência na língua estrangeira próximo ao da língua materna, porém, na maioria dos casos, sem nenhum conhecimento a respeito do idioma. 

Não têm sequer noções de fonologia, nem sabem o que é perfect tense, verbos modais, ou phrasal verbs embora saibam usá-los intuitivamente.

LANGUAGE LEARNING (ESTUDO FORMAL)
O conceito de language learning está ligado à abordagem tradicional ao ensino de línguas, assim como é ainda hoje geralmente praticada nas escolas de ensino médio. A atenção volta-se à língua na sua forma escrita e o objetivo é o entendimento pelo aluno da estrutura gramatical e das regras do idioma, cujas partes são dissecadas e analisadas. É uma tarefa que exige esforço intelectual e capacidade dedutivo-lógica. A forma tem importância igual ou maior do que a comunicação. Ensino e aprendizado são vistos como atividades num plano técnico-didático delimitado por conteúdo. Ensina-se a teoria na ausência da prática. Valoriza-se o correto e reprime-se o incorreto. Desvios são constantemente corrigidos, deixando pouco lugar para espontaneidade. O professor assume o papel de autoridade no assunto e a participação do aluno é predominantemente passiva. No caso do inglês ensina-se por exemplo o funcionamento dos modos interrogativo e negativo, verbos irregulares, modais, etc. O aluno aprende a construir frases no perfect tense, mas dificilmente saberá quando usá-lo.

É um processo progressivo e cumulativo, normalmente atrelado a um plano didático predeterminado, que inclui memorização de vocabulário e tem por objetivo proporcionar conhecimento metalinguístico. Ou seja, transmite ao aluno conhecimento a respeito da língua estrangeira, de seu funcionamento e de sua estrutura gramatical com suas irregularidades, de seus contrastes em relação à língua materna, conhecimento este que espera-se venha a se transformar na habilidade prática de entender e falar essa língua. Entretanto, este esforço de acumular conhecimento sobre a língua com todas suas irregularidades torna-se frustrante na razão direta da falta de familiaridade com a língua.

Exemplo clássico de language learning são os inúmeros graduados em letras, com conhecimento sobre a língua e sua literatura, já credenciados, porém ainda com claras limitações em se comunicarem na língua que teoricamente poderiam ensinar.

INTERRELAÇÃO ENTRE ACQUISITION LEARNING E IMPLICAÇÕES
O claro entendimento das diferenças entre acquisition e learning possibilita investigar as suas interrelações e suas implicações no ensino de línguas.

Em primeiro lugar, devemos considerar que línguas, em geral, são fenômenos complexos, arbitrários, irregulares, repletos de ambiguidades, em constante evolução aleatória e incontrolável. Portanto, a estrutura gramatical de uma língua pode ser demasiadamente complexa e abstrata para ser categorizada e definida por regras.

Mesmo que algum conhecimento parcial do funcionamento da língua seja alcançado, o mesmo não se transforma em habilidade comunicativa. O que ocorre na verdade é uma dependência predominantemente contrária: compreender o funcionamento do idioma como um sistema e conhecer suas irregularidades, depende de familiaridade com o mesmo. Tanto regras como exceções só farão sentido e encontrarão ressonância quando já tivermos desenvolvido um certo controle intuitivo sobre o idioma na sua forma oral; só quando já o tivermos assimilado.

Krashen admite, por outro lado, que o conhecimento obtido através do estudo formal (language learning) pode servir para monitorar a fala. Krashen, entretanto, não especifica a língua que seria o objeto de estudo, mas é de se supor que estava se referindo e baseando suas inferências e conclusões no ensino de espanhol, cujo estudo e ocorrência como língua estrangeira predomina sobre outras línguas nos EUA e especialmente no estado da Califórnia, onde o Prof. Krashen reside e trabalha.

Torna-se portanto necessário investigar as características da língua-alvo, seus graus de irregularidade e dificuldade, e como estes afetam a aplicabilidade da teoria de Krashen. É necessário também analisarmos as características de personalidade dos protagonistas da relação ensino-aprendizado e do ambiente em que esta ocorre.

O GRAU DE IRREGULARIDADE DA LÍNGUA E A EFICÁCIA DE ACQUISITION
É evidente que a eficácia da função de monitoramento da fala (proporcionado pelo conhecimento gramatical) é diretamente proporcional ao grau de regularidade encontrado na língua objeto de estudo. Isto porque, havendo regularidade, poderemos estabelecer regras que serão úteis para o aprendiz produzir e monitorar sua linguagem. Por outro lado, quanto menor a regularidade, tanto menor o número de regras e a utilidade das mesmas, e mais limitada a possibilidade de monitoramento.

CORRELAÇÃO ORTOGRAFIA x PRONÚNCIA: É notório o alto grau de regularidade de uma língua como o espanhol, principalmente sua quase perfeita correlação entre ortografia e pronúncia, quando comparado ao inglês. Portanto, ao interpretarmos a teoria de Krashen, podemos logicamente deduzir que suas conclusões em relação à superioridade de acquisition sobre learning seriam mais enfáticas se seu objeto de estudo e análise tivesse sido o inglês como língua estrangeira ao invés do espanhol.

ACENTUAÇÃO TÔNICA: Some-se a isso a imprevisibilidade de acentuação tônica das palavras em inglês e a ausência de qualquer indicação ortográfica quanto ao acento tônico e teremos elementos mais do que suficientes para demonstrar que, na nossa realidade brasileira, os argumentos de Krashen adquirem força redobrada.

São muitos os aspectos que contrastam entre inglês e espanhol e demonstram um grau superior de irregularidade e dificuldade do inglês. O fato é que mesmo em se tratando de uma língua-alvo com um grau maior de regularidade como o espanhol, o monitoramento proporcionado porlearning só será eficaz e duradouro se o aluno-aprendiz estiver desenvolvendo, em paralelo, sua familiaridade e sua habilidade com a língua em ambientes próprios.

Continua...